Hackers do Benfica atacam site do Sporting durante o intervalo do dérbi

O site oficial do Sporting foi vitima de um ataque informático durante o jogo com o Benfica, o ataque impede os utilizadores de acederem ao conteúdo disponível no site dos leões.

Um pirata informático associado ao clube da luz hackeou o site do Sporting na internet. O ataque aconteceu enquanto a equipa leonina disputa o derby frente ao Benfica, a contar para a 33.ª jornada do Campeonato.

Esta ação, reclamada por Bala Sniper impediu a visualização de qualquer tipo de conteúdo no site leonino mas entretanto o clube leonino conseguiu repor a normalidade, sendo já possível aceder ao site.

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As inovações tecnológicas mais promissoras

Na saúde, na electrónica, no comércio e nos transportes, o mundo está a mudar diante dos nossos olhos. Na nova edição de Disruptive Innovations, o banco de investimento Citi espreita o que aí vem.

O mundo está a mudar diante dos nossos olhos e o Citi ajuda-nos a espreitar o que aí vem.

 

This is your captain speaking“. Os aviões pilotados por robôs

Já o sublinhava a personagem de Jim Carrey na comédia Doidos à Solta: estatisticamente, tem muito maior probabilidade de morrer num carro a caminho do aeroporto do que ter um acidente fatal de avião. Falamos de uma probabilidade média de 1 em 30 mil contra 1 em 29,4 milhões, calcula-se. “Mas os acidentes de avião acontecem e o erro humano, por vezes, tem pelo menos parte da responsabilidade”, diz o Citi. Isto para não falar de casos como o co-piloto suicida da GermanWings.

A probabilidade de haver acidentes, já de si muito baixa, poderia ser ainda menor se os aviões comerciais fossem pilotados por robôs— isto é, por automatismos de inteligência artificial. Todos sabemos que a aviação comercial já tem uma enorme componente de automatismos, mas a decisão humana ainda tem um papel decisivo. Que o diga o Capitão Chesley “Sully” Sullenberger, que amarou no Rio Hudson em 2009, salvando todos os passageiros mas arriscando uma tragédia.

Como acontece nos carros autónomos, “os pilotos-robô iriam reduzir os riscos associados ao erro humano“, diz Stephen Trent, analista do Citi para o setor dos transportes. Além disso, “haveria ganhos de eficiência que se traduziriam em maiores taxas de utilização das aeronaves”, isto é, lucros mais elevados para as companhias aéreas. “Os voos podem atrasar-se ou ser cancelados quando um membro da tripulação adoece, quando faz greve ou quando está a cumprir os períodos legalmente previstos de descanso entre voos”, nota o Citi, lembrando que todas estas condicionantes não se aplicam a um cenário em que os aviões dispensam os pilotos.


Hyperloop. A mistura entre um Concorde, um canhão elétrico e uma mesa de air hockey

Bem mais próximo no horizonte poderá estar outro conceito de transporte, o Hyperloop, que ganhou mediatismo desde que o presidente da Tesla e da SpaceX, Elon Musk, desafiou os engenheiros de todo o mundo a tornarem realidade uma ideia que nasceu no século XIX. Há pelo menos sete empresas em todo o mundo que aceitaram o desafio e há vários anos estão a trabalhar neste sistema de transporte ecológico que é capaz de atingir velocidades na ordem dos 1.200 quilómetros por hora.

Só à quinta edição das “Inovações Disruptivas” do Citi é que o Hyperloop surge destacado, apesar de há vários anos o conceito ter ganho algum mediatismo — muito à boleia dos talentos de marketingde Elon Musk. A referência ao Hyperloop, nesta edição, é um sinal de que o conceito poderá estar prestes a dar o passo seguinte, em direção à comercialização de uma tecnologia que Musk descreveu como a mistura entre “um Concorde, um canhão elétrico e uma mesa de air hockey“.

Virgin Hyperloop One Company e a Hyperloop Transportation Technologies Company (HTT) são as empresas mais bem posicionadas para o que se pretende ser uma revolução no transporte de pessoas e mercadorias. Há, ainda, uma terceira, mais pequena: a canadiana TransPod, que já fez dois estudos de viabilidade para trajetos do Hyperloop no Canadá e já formou algumas parcerias estratégicas que podem dar gás aos planos da empresa.


Biópsias líquidas. Detetar cancro de forma não invasiva e em tempo real

Quase nove milhões de pessoas morreram em 2016 vítimas de cancro. Segundo a Organização Mundial de Saúde, desde 2012 há 14 milhões de novos casos diagnosticados por ano, um número que pode aumentar em 70% nas próximas duas décadas. Nos países em desenvolvimento, apenas 35% das pessoas dizem ter acesso a estes serviços médicos através do sistema público de saúde; e mesmo entre os que são acompanhados pelos médicos da rede nacional, menos de três em cada dez pessoas recebem tratamento. O problema é, essencialmente, a falta de dinheiro: os mecanismos clássicos de detecção de um cancro são caros, lentos e pouco realistas porque não acompanham a evolução do cancro.

Mas há um novo teste que pode mudar este panorama: é a biópsia líquida. É uma tecnologia tão revolucionária que se acredita poder vir a valer 10 mil milhões de dólares nas próximas duas décadas. Pode mesmo vir a tornar-se “num dos mais importantes avanços clínicos em décadas”, escreve Daniel Arias, analista do Citi.

As biópsias líquidas são procedimentos não-invasivos, ao contrário das biópsias comuns. De acordo com o Instituto do Cancro norte-americano, o médico recolhe uma amostra de um fluído corporal — que pode ser sangue, urina, saliva ou líquido cefalorraquidiano — e faz um teste a esse líquido para encontrar material genético danificado que esteja em circulação nesse fluído. A partir do teste, os cientistas conseguem perceber se esse material genético tem mutações relevantes que possam estar a provocar o desenvolvimento de um cancro. Conseguem-no de uma forma tão pouco invasiva que os testes podem ser repetidos quantas vezes forem necessárias ao longo do tratamento. E isso é importante para monitorizar as mudanças genéticas que vão ocorrendo no tumor à medida que é atacado pela terapêutica escolhida pelo médico.


Programador-cidadão: o valor do programador sem curso, mas com experiência

Existem entre 11 e 21 milhões de programadores profissionais, de software informático, no mundo. São poucos para as exigências do mercado, e não é fácil formar novos: um curso superior nesta área implica pelo menos quatro anos a aprender engenharia eletrotécnica ou informática. E o canudo nem sequer é o mais importante, por vezes, assinala Walter Pritchard, analista do Citi: o que é importante é haver experiência e conhecimentos numa ou várias linguagens de programação (que muitos aprendem de forma autodidata).

O programador-cidadão não têm formação académica na área da engenharia informática, mas aprendeu a desenvolver software de forma autodidata.

É por isso que, prevê o Citi, há uma nova categoria de programadores prestes a tomar conta da onda de “software-ificação” a sacudir o mundo empresarial: são os programadores-cidadãos. De acordo com o dicionário de tecnologias de informação Gartner: os programadores-cidadãos não têm um curso superiornem têm uma formação académica nas áreas informáticas. Tudo o que têm é experiência, que adquiriram de forma autodidata por tentativa e erro, explorando sites e livros e por curiosidade.

O que permite que os programadores-cidadãos sejam disruptivos são as chamadas plataformas low code, que tornam possível que “utilizadores não profissionais criem novas aplicações ou programas a partir de uma base de códigos empresariais ou coletivas”, específica de cada empresa ou setor.

Em última análise, explica o site, são amadores que utilizam funcionalidades de aplicações que já existem e as montam como Legos até conseguirem o produto que imaginam. Isso tem desvantagens: a sua existência já levou à criação do termo “shadowIT”, uma expressão que designa os sistemas de informação e tecnologia que, por terem sido desenvolvido sem conhecimento total das empresas, nem sempre se encaixam na arquitetura do sistema de software da companhia, comprometendo a sua integridade. Ainda assim, é nas mãos deles que as exigências para desenvolvimento de aplicações — que se preveem crescer cinco vezes mais até 2021 — podem mesmo ser satisfeitas.

O conceito não é novo, mas tem evoluído. Até há bem pouco tempo, o programador-cidadão não passava de um utilizador da Internet que pegava nas ferramentas existentes em programas como o Microsoft Excel ou o Access para criar soluções de que necessitavam para fazer uma determinada tarefa. Agora, o papel destes programadores parece ser diferente porque estão a ganhar espaço no mercado.


Um frigorífico que avisa quando não há leite? Que tal um que encomenda (e paga) mais alguns pacotes?

Por esta altura já estará perfeitamente familiarizado com a expressão “Internet das Coisas” (IoT), que foi uma das inovações disruptivas das primeiras edições deste relatório anual do Citi. A verdade é que já todos percebemos que olhar para a conectividade e para a Internet como uma coisa reservada aos computadores, tablets e smartphones é altamente redutor. Com ligações wi-fi e 3G/4G (e, em breve, 5G) e serviços de armazenamento na nuvem, tudo está ligado à internet — desde lâmpadas, eletrodomésticos, automóveis, fechaduras da porta, até peças de roupa…

Como se pôde ver, por exemplo, na feira tecnológica IFA de Berlim, em Setembro, as marcas estão a apostar fortemente no filão da conectividade inteligente. A cozinha, por exemplo, está sob um ataque tecnológico cerrado — especialmente os frigoríficos: a sul-coreana Samsung até tem uma gama de modelos que olham para o frigorífico como o centro da vida familiar (conectada), o Family Hub. Além dos frigoríficos que andam sozinhos, há frigoríficos que permitem ver, remotamente, o que está no interior — ou, mesmo, avisá-lo de quando lhe falta leite para os miúdos, por exemplo. Isto para nunca mais estar no hipermercado sem saber se a casa está servida disto ou daquilo.

Mas o Citi já está a pensar no passo seguinte, na área dos dispositivos inteligentes, e o passo seguinte pode ser ter os dispositivos a fazerem pagamentos por nós. No fundo, além de nos avisar que falta leite, o nosso frigorífico encomenda mais leite e, graças a um acesso seguro à nossa conta bancária, faz logo o pagamento. É fácil perceber a conveniência desta tecnologia e também não é difícil pensar no potencial que isto pode ter, sobretudo sabendo que, na Europa, entra em vigor em breve uma diretiva que quer flexibilizar, para quem autorizar, o acesso de terceiros às nossas contas bancárias. Os pagamentos em IoT podem levar-nos para um comércio verdadeiramente “sem fricções”, diz o Citi.

Recursos que mudaram o mundo da informática

Parece que o mundo está a evoluir cada vez mais rápido, ainda mais quando percebemos que já estamos na segunda década do terceiro milénio.

Mais rápido do que o rodar do planeta é o desenvolvimento tecnológico que ocorre nele. Na virada do milénio, pouca gente imaginava que seria possível dirigir carros movidos à electricidade, por exemplo.

Se parar para pensar, você poderá perceber rapidamente o quanto a tecnologia é rápida em seus avanços. Mas será que você sabe quais são as dez tecnologias mais influentes da década que contém os anos de 2000 a 2009? Pois o Baixaki preparou uma lista para você. Confira e depois conte se você concorda ou não com as tecnologias reunidas neste artigo.

10. Televisores de alta-definição

TVs de tubo fizeram parte das casas das famílias de todo o mundo por décadas. Os designs mudaram, as dimensões mudaram, mas os tubos ainda persistiam. Até o lançamento dos primeiros aparelhos de DVD, as TVs CRT ainda eram as mais utilizados por todas as partes, mas isso começou a mudar na metade da década passada.

Muita evolução

Em 2007, pela primeira vez na história, os televisores de LCD superaram os televisores de tubo em número de vendas, o que passou a incentivar as fabricantes a reinvestirem em aparelhos de televisão que prezassem por alta definição. Assim surgiram também os primeiros aparelhos com tela de plasma e mais tarde as telas de LCD-LED.

Independente do tipo de tela utilizada, essas televisões de alta definição destacam-se por permitir que outras mídias também  evoluíssem. A qualidade de imagens em DVDs (e posteriormente Blu-rays ) passou a ser mais exigida, o que levou a tecnologia aos padrões HD de hoje, com filmes e jogos com resoluções altíssimas e qualidade muito superior às mais antigas.

9. Mídias de armazenamento

Se você sonha em ouvir: “Bons tempos aqueles em que para apresentar um trabalho na faculdade, a gente tinha de levar vários disquetes de 3 polegadas!”, esqueça! Ninguém nunca vai dizer isso para você. Além de possuírem pouca capacidade de armazenamento, tais dispositivos eram muito frágeis e por isso não era raro que seus dados fossem corrompidos.

Por isso as mídias de armazenamento tornaram-se tão importantes. Pendrives e unidades de memória flash (como cartões de memória) permitiram guardar quantidades muito maiores do que as que eram oferecidas pelos disquetes (que podiam guardar até 1,44 MB).

Pendrives são muito superiores

Não apenas as unidades portáteis, mas até mesmo os discos rígidos evoluíram muito. Em 2000, discos rígidos de 10 GB eram verdadeiros luxos, mas quase nada se comparado aos terabytes de hoje. Discos de gravação também merecem uma citação, afinal de contas, a evolução de CDs para Blu-rays garantiu 49 GB de dados a mais.

8. Processadores e chips gráficos

Os computadores não foram inventados para jogos. Na verdade, eles não foram nem mesmo inventados para uso pessoal, mas sim para comunicação militar. Porém, os avanços na tecnologia empregada pelos desenvolvedores permitiu que as máquinas ficassem menores e mais completas, possibilitando a utilização das mesmas para tarefas empresariais e domésticas.

Com isso, desenvolvedores passaram a criar jogos especialmente para computadores. Por um longo período, houve uma distinção muito bem definida entre video games e computadores, mas uma peça fundamental na história da tecnologia surgiu para acabar com as barreiras entre os jogos: as placas gráficas.

Os jogos evoluíram junto com as placas

Quanto mais elas evoluem, mais os jogos são melhorados para acompanhar. E evoluem tanto que chega um momento em que os consoles são ultrapassados pelos computadores em qualidade gráfica. Mas se você ainda não está convencido da importância  dessas placas, lembre-se de que elas também são responsáveis pela possibilidade de computadores rodarem vídeos em alta definição (e também 3D).

7. GPS

Muitos filmes e seriados fazem piada destes aparelhos porque os primeiros modelos costumavam dar informações bastante erradas sobre as direções em que os motoristas deveriam seguir.

Mas isso é passado, pois hoje os aparelhos são muito mais modernos e obtêm atualizações muito mais rápidas. Estes sistemas de mapas na informática também são responsáveis por vários outros serviços que até mesmo quem não possui um GPS está mais do que acostumado a utilizar.

Sim! Até no Google Maps

Google Street View (que acabou de chegar ao Brasil), Google Maps e tantos outros serviços que integram estes só se tornaram possíveis graças aos métodos de mapeamento por satélites.

6. iPods (MP3 Players)

Os tocadores portáteis de CDs surgiram ainda nos anos 90, mas os primeiros formatos portáteis só foram começar a se popularizar no início dos anos 2000. Em 2001, a Apple lançou o que seria um verdadeiro marco na história da tecnologia mundial: o iPod. Ainda sem o botão Click Wheel, a primeira versão do tocador garantia até 2500 músicas em sua memória.

Mais capacidade e mais qualidade

De lá para cá, o iPod evoluiu muito. Ganhou irmãos (iPod Nano, iPod Shuffle, iPod Touch) e muito mais capacidade de memória, sem falar nos vários recursos que foram adicionados aos aparelhos. Junto com ele, outros produtos também surgiram e fizeram com que o segmento dos tocadores portáteis ganhasse muitas novidades.

Depois dos MP3, vieram os MP4 e todos os outros sucessores que podem reproduzir vídeos, músicas e fotografias, podem tirar fotografias e gravar vídeos, podem possuir jogos, GPS e muitas outras funcionalidades que ninguém imaginava quando os primeiros iPods foram fabricados.

5. Smartphones

Os telefones inteligentes são importantes por um motivo: integrar computadores e celulares. Em uma definição rápida, smartphone é todo aquele celular que possui um sistema operacional, permitindo que aplicações sejam instaladas para os mais diversos fins, desde programas de edição de textos, até jogos e utilitários.

iPhone 4 é mais que um celular

Mas o mais legal mesmo é a conexão com internet por redes sem fio. Assim, os usuários podem baixar arquivos e acessar sites sem a necessidade de utilizar computadores para isso. É muito fácil notar que desde os primeiros aparelhos da BlackBerry, que eram voltados a aplicações profissionais, até os atuais iPhones, muita coisa mudou.

4. Notebooks e netbooks

É verdade que os notebooks não foram inventados na década em questão, mas foi nestes últimos anos que começou a ser possível encontrar os computadores portáteis por preços acessíveis. Um notebook que já chegou a custar 8 vezes o valor de um computador de mesa, hoje não chega a custar o dobro com marcas como Acer, Positivo e CCE.

Muito parecidos com os notebooks são seus irmãos mais modestos, os netbooks. Com tamanhos que ficam perto das 10 polegadas, os netbooks são ainda mais portáteis e muito indicados para quem passa muito tempo fora de casa ou do escritório, visto que possuem autonomia para muitas horas de uso.

Os preços baixos colaboraram para a popularização

Os computadores portáteis são considerados revolucionários, porque tiraram a computação de cima das mesas e a colocaram em movimento. Foi o passo que faltava para que a informática saísse de casa e começasse a alçar novos voos.

3. Transmissão de dados por redes sem fio

A internet sem fio é muito importante para o último item. Não fosse por ela, dificilmente os usuários encontrariam tantas funcionalidades disponíveis em seus computadores para que os levassem para fora de casa. E não são apenas os computadores que desfrutam das maravilhas da mobilidade.

Até mesmo nos celulares

Não fosse a transmissão de dados  sem fio, muitos aparelhos deixariam de ser tão úteis. Smartphones perderiam milhares de funcionalidades, video games portáteis não poderiam mais ser utilizados para partidas em rede, alem de e-readers, tablets e players portáteis também não poderiam mais ser utilizados para acesso à internet.

Também é necessário lembrar que os conceitos de internet sem fio foram utilizados também pelos desenvolvedores das tecnologias 3G, que levaram a internet para locais ainda mais distantes. Sem a necessidade de um hot-spot, a internet 3G é utilizada para acesso pessoal e permite que usuários conectem-se onde estiverem (a qualidade do sinal é variável).

Wi-Fi para a vida

Outros nomes de tecnologias para transferência wireless também merecem ser lembrados. O Bluetooth surgiu como recurso de celulares e hoje é empregado em muitos computadores e aparelhos; o infravermelho já não é tão utilizado, mas garantia muita diversão na época dos primeiros Gameboys coloridos; existe ainda o TransferJet que está para se consolidar no mercado.

2. Internet banda larga

O que você faz na internet? Joga? Baixa vídeos e músicas? Assiste a filmes em streaming? Pois todas estas opções só foram disponibilizadas para você porque a internet banda larga surgiu. Sabemos que nem todos os usuários possuem conexão rápida em seus computadores, mas foi esta conexão que permitiu que os grandes serviços fossem criados e crescessem tanto.

Muitos cabos para muita velocidade

Grande parte dos softwares que você usa em seu computador também só está no atual nível de desenvolvimento porque a banda larga permitiu. Exemplos não faltam: o Windows Live Messenger só possui tantos recursos gráficos porque é possível baixar seus mais de 100 MB rapidamente.

Outro exemplo: jogos multiplayer são muito grandes e exigem conexões rápidas para baixá-los. As partidas também exigem conexões de banda larga, pois somente assim os games são rodados sem travamentos. Em suma, há uma infinidade de softwares que só chegaram até onde estão hoje, porque a banda larga permitiu.

1. Motores de busca

Antes de dizer que não há motivos para colocar os motores de nesta lista, uma pergunta deve ser feita para você mesmo: “eu uso o Google com que frequência?”. É muito provável que você utilize o serviço pelo menos duas ou três vezes por dia. A grande maioria dos usuários de internet faz pesquisas o tempo todo.

Motor de busca brasileiro

Seja para encontrar um site ou um programa, o Google é a grande fonte de resultados. Em julho de 2000, o site atingiu a marca de 1 bilhão de páginas indexadas (hoje este número já passa da marca de 1 trilhão). Com indexações quase instantâneas, grande parte das páginas pode ser encontrada no motor de busca, minutos após a publicação.

Com este incrível número de páginas registradas nos servidores, dificilmente você poderá buscar por algo (que exista) e não encontrará nos resultados do Google. Em um resumo rápido, o Google revolucionou a década porque tornou possível o encontro de tudo o que há na internet em poucos segundos.

Linha do tempo das tecnologias

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E o futuro…

Provavelmente você sentiu falta de algumas tecnologias muito interessantes que existem e não foram citadas no artigo. Algumas delas ainda não estão popularizadas, por isso ainda não podem ser consideradas como revolucionárias. É o caso do touchscreen em computadores, que apesar de já existir, ainda não é utilizado pela maioria e quem utiliza não garante ter bons resultados.

Os tablets também entram nesta lista. Apesar de os iPads e Galaxy Tabs já estarem no mercado, conquistando fãs por onde passam, os preços ainda não são acessíveis e muitos usuários não conseguem encontrar razões para substituir os notebooks por slates. Mas quem sabe eles não entrem na lista do Baixaki como as tecnologias que mudaram a década que vai de 2010 a 2019.

Outra tecnologia que merece um pouco mais de atenção é aplicada a video games: os sensores de movimentos. O Wii já faz isso há algum tempo, mas somente agora as outras empresas estão aperfeiçoando estes mecanismos. A Sony com o PSMove e a Microsoft com o Kinect devem melhorar a jogabilidade e garantir muito mais diversão nos próximos anos.

Como prever o futuro?

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Esta foi a seleção das tecnologias que mais revolucionaram o mundo nos últimos dez anos. O Baixaki espera que todos tenham gostado das escolhas, mas se você acha que ficou faltando algo na lista, deixe um comentário para contar a todos quais são as suas favoritas do período de 2000 a 2009.

RESENHA diz: a Guerra salvou a minha vida

A Guerra que Salvou a Minha Vida é um lançamento da DarkSide Books, escrito pela autora Kimberly Brubaker Bradley. Vencedor do Newbery Honor Award e primeiro lugar nos mais vendidos do New York Times, assim como é adotado em diversas escolas nos EUA.

Se passa durante a Segunda Guerra Mundial, onde os irmãos Ada e James vivem com a mãe em Londres. Conhecemos a protagonista da trama logo no início, quando somos apresentados a uma menina de dez anos que sofre agressões físicas e psicológicas de sua mãe porque ela tem “pé torto”. Enquanto seu irmão James – ao qual ela é muito apegada e serve de motivação para que ela siga em frente – pode sair e descobrir o mundo brincando com as outras crianças, ela precisa ficar isolada em seu apartamento, pois sua mãe a considerada uma vergonha e acredita que ela não é merecedora de ser feliz pela deficiência que tem.

O que Ada talvez não esperava é que a guerra em que seu país iria enfrentar, daria a ela a chance de sair daquela casa e assim, quem sabe, os abusos em que sofria acabariam. Como a Inglaterra estava contra a Alemanha, o mais seguro a fazer era mandar todas as crianças de Londres para cidades do interior, para morar com outras famílias. Inicialmente sua mãe deixou apenas James ir, mas Ada resiste e consegue fugir. Os dois irmãos então embarcam para essa nova etapa, mas as coisas não são fáceis. Eles não recebiam muitos cuidados maternos, não sabiam ler e escrever e até não sabiam como funcionavam algumas atividades básicas do dia a dia. Então eles tinham muitas coisas a aprender. Ao chegarem na cidade, eles são os últimos a serem escolhidos para novos lares, e iniciam uma convivência com Susan, que nunca quis ter filhos e não sabe como cuidar de duas crianças. Essa reviravolta faz com que Ada tenha mais liberdade e comece a perceber que ela é uma pessoa importante e tem total direito e possibilidades de conhecer o mundo lá fora.

Guerra que Salvou a Minha Vida tem narração clara em primeira pessoa, com capítulos curtos e enquanto estamos lendo, parece que o tempo voa, pois as palavras de Kimberly fluem com a capacidade incrível de transportar o leitor em uma imersão na história. Outro ponto positivo é a edição física, que é de longe uma das mais caprichadas da editora e uma das mais lindas que já vi. E o que falar dos personagens? Me apaguei a cada um conforme as páginas avançavam. Susan tem um coração maravilhoso e descobre nela mesma a capacidade de amar, educar e se importar com o futuro de duas crianças como se fossem seus próprios filhos.

O James é um menino encantador e nos apresenta aquela típica inocência da infância. E a protagonista, me arrancou lágrimas perante tanta persistência em ser feliz, em provar para ela mesma que sua deficiência não a define e que ela não precisa se esconder das pessoas e do mundo por isso. Gostei do crescimento dos personagens ao longo da trama e conforme a guerra avançava. A Ada, por conta de todas as agressões que sofreu durante a vida, tem resistência a achar que realmente está bonita, que merece amor e que outras pessoas gostem de estar ao lado dela, e é lindo ver como a autora explora a melhora disso. Outro factor interessante é que o livro está cheio de referências a outras histórias, como Alice no País das Maravilhas, Peter Pan e Os Robinsons Suíços.

“ELE ACHOU QUE EU ESTAVA MENTINDO, OU, NA MELHOR DAS HIPÓTESES, EXAGERANDO. AGORA VOLTAVA A ENCARAR O MEU PÉ RUIM. SENTI UMA ONDA DE CALOR SUBIR PELO MEU PESCOÇO. PENSEI NO QUE A SUSAN FARIA. ESPICHEI O CORPO, CRAVEI OS OLHOS NO HOMEM E DISSE, EMPERTIGADA: “MEU PÉ RUIM FICA MUITO LONGE DO MEU CÉREBRO”.

Com toda certeza essa história me marcou demais e eu arrisco a dizer que está entre os meus três livros preferidos da vida. Um ponto que me tocou bastante, é que em várias partes a autora deixa claro que os dois irmãos não sabem ler ou não sabem o nome de atividades simples do dia a dia, coisa que quando meu pai era criança e mudou para uma cidade grande aconteceu com ele. Me emocionei muito com a trajetória de Ada, em vê-la perceber que é capaz de muitas coisas, algumas até que ela nem imaginava. Senti cada emoção junto com os personagens – agonia, tristeza, raiva, felicidade e amor. Para quem já gosta de romances que se passam durante a Segunda Guerra, e até para os iniciantes no assunto, eu indico a leitura de A Guerra que Salvou a Minha Vida, pois ele nos faz refletir até mesmo sobre o modo como levamos nossas batalhas pessoais e nos emociona com um tema tão profundo.

“EU TINHA PERGUNTADO. PERSISTÊNCIA ERA NÃO DESISTIR DE TENTAR.”

Título: A Guerra que Salvou a Minha Vida
Autor: Kimberly Brubaker Bradley
Editora: DarkSide Books
Gênero: Drama
Páginas: 240
Ano: 2017