Filhos gémeos de Ronaldo festejam o primeiro aniversário

Dolores Aveiro e Georgina Rodríguez revelaram alguns momentos da festinha.

Os irmãos gémeos  Mateo e Eva , filhos de Cristiano Ronaldo, completam  o primeiro ano de vida e foram muito mimados pela família. Após ter assinalado a data na sua conta de Instagram, Dolores Aveiro voltou às redes sociais para partilhar alguns momentos da festa de aniversário dos netos.

Nas imagens é possível ver os bebés com coroas, num ambiente festivo decorado com balões azuis e cor de rosa. Também Georgina Rodriguez, o pequeno Cristianinho e Alana Martina marcaram presença na celebração.

Posteriormente, também a bailarina recorreu ao Instagram para revelar alguns registos e demonstrar todo o orgulho que sente na família. “Somos os papás mais sortudos. São a perfeição dos nossos dias. Uma bênção”, escreveu.

De recordar que também Cristiano Ronaldo não deixou de parabenizar os filhos publicamente com uma fotografia nas suas redes sociais.

Dia especial .Primeiro aniversário dos meus meninos.Parabéns meus amores 🎂🎂🎂

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Como prevenir a transmissão de gripe nas crianças?

Com a chegada do inverno, época de maior transmissão do vírus da gripe, é necessário reforçar os cuidados de higiene para afastar a doença.

Lugares com diversas crianças, como creches e escolas, o cuidado precisa ser a dobrar. Pais, educadores, cuidadores e as respectivas crianças podem adoptar certas medidas para impedir a transmissão da gripe como:

  1. O conjunto de crianças em creches simplifica a transmissão da gripe entre crianças vulneráveis. A melhor maneira de resguardar as crianças contra a gripe e possíveis complicações graves é a vacinação anual contra gripe, que é recomendada a partir de seis meses até menores de cinco anos de idade.
  2. Os professores, além da adopção das medidas gerais de prevenção e etiqueta respiratória, devem realizar a limpeza dos brinquedos e materiais escolares com água e sabão quando estiverem sujos.
  3. Deve-se utilizar lenço descartável para limpeza das secreções nasais e orais das crianças. Lenços ou fralda de pano, caso sejam utilizados, devem ser trocados diariamente. Deve-se lavar as mãos após contato com secreções nasais e orais das crianças, principalmente, quando ela estiver com suspeita de síndrome gripal.
  4. Cuidadores devem observar se há crianças com tosse, febre e dor de garganta e informar aos pais quando apresentarem os sintomas de síndrome gripal. Devem, também, notificar a secretaria municipal de saúde, caso observem um aumento do número de crianças doentes com síndrome gripal ou com ausência pela mesma causa na creche.
  5. O contato da criança doente com as outras deve ser evitado. Recomenda-se que a criança doente fique em casa, a fim de evitar transmissão da doença. Recomenda-se que a criança doente permaneça em casa por pelo menos 24 horas após o desaparecimento, sem uso de medicamento, da febre.

Fonte: Blog Saúde

Mantendo os dentes do seu filho saudáveis

O indicador de cáries: estará o seu filho em risco?

1. O seu filho já teve alguma cárie?

não – Risco baixo
sim – Risco moderado a alto

No que toca às cáries, o passado é o melhor indicador do que poderá acontecer no futuro. Se o seu filho teve uma cárie, está em risco de desenvolver outras. Quantas mais cáries o seu filho teve, mais cáries poderá desenvolver no futuro. Isto significa que o seu filho desenvolve as bactérias necessárias para formar cáries e que a boca do seu filho possui condições para essa formação.

“O facto de o seu filho ter tido ou não cáries no passado é um indicador da tendência que o mesmo tem para formar cáries no futuro”, diz Burton Edelstein, D.D.S., M.P.H., dentista pediátrico na Universidade de Medicina Dentária de Colúmbia. “Se as crianças tiverem uma grande tendência a formar cáries, devido ao desenvolvimento de bactérias orais e a uma alimentação rica em açúcares, o seu processo de deterioração continuará a danificar os dentes que vão nascendo.”

2. O seu filho tem manchas brancas nos dentes?

não – Risco baixo
sim – Risco moderado a alto

Uma mancha branca tipo giz, em especial junto à linha das gengivas, é o primeiro sinal visível de que uma cárie poderá estar a formar-se num dente. Estas manchas surgem quando começa a existir uma diminuição de minerais na superfície exterior do dente (o esmalte). Isto acontece quando as bactérias da boca, após uma exposição a carboidratos, nomeadamente açúcares, produzem ácidos que atacam a superfície de esmalte dos dentes.

Nesta fase, o processo de deterioração pode ser controlado. Em casa, poderá aplicar flúor nestas manchas brancas, através da utilização de dentífricos ou elixires com flúor, e poderá reduzir o número de vezes que o seu filho consome alimentos ou bebidas que contenham carboidratos ao longo do dia. Esta prática pode ajudar a que o dente seja reparado naturalmente.

Se encontrar uma mancha branca num dos dentes do seu filho, deverá dizê-lo ao seu dentista para que ele observe a situação. Pergunte-lhe o que poderá mudar para prevenir novas deteriorações e para proteger os dentes do seu filho no futuro. Existem outras causas para as manchas brancas nos dentes e, por isso, é importante levar o seu filho a um dentista.

3. O seu filho tem placa bacteriana visível nos dentes?

não – Risco baixo
sim – Risco moderado a alto

Plaque is the sticky, yellowish / white film that forms on teeth, especially along the gum line. It is a mixture of bacteria and other debris. Unless it is cleaned off regularly and completely, plaque can remain active and lead to cavities and gum inflammation.

Children who have plaque on their upper front teeth are at high risk of developing cavities. You can check this by gently scraping a fingernail along the gum line of these four teeth. If anything comes off, it is plaque. You should talk to your child’s dentist about this. .

4. Quantas vezes por dia é que o seu filho escova os dentes?

Duas vezes por dia – Risco baixo
Uma vez por dia – Risco moderado
Menos de uma vez por dia – Risco alto

A principal forma de prevenir as cáries é remover os restos alimentares e a placa bacteriana dos dentes e da boca. As cáries não se formam sem os carboidratos que existem em vários alimentos. Isto acontece porque as bactérias na boca precisam de açúcar dos carboidratos para produzir ácidos, que depois dissolvem a camada exterior do dente, ou seja, o esmalte.

Muitos dentistas recomendam escovar dos dentes pelo menos duas vezes por dia para remover os restos alimentares e a placa bacteriana. A placa bacteriana é uma substância mole que se fixa aos dentes, como as geleias que ficam agarradas a uma colher. É, de facto, um agregado de bactérias e outros organismos, amontoados também com restos alimentares. A placa bacteriana começa a formar-se imediatamente depois de escovar os dentes. É exactamente por isso que é tão importante escovar os dentes regularmente.

5. O seu filho escova os dentes com um dentífrico com flúor?

sim – Risco baixo a moderado
não – Risco alto

As cáries formam-se quando as bactérias da boca produzem ácidos, que provocam a diminuição de minerais do dente. Isto decompõe a camada exterior do dente, o esmalte. O flúor ajuda a substituir os minerais que se perdem e também fortalece os dentes. A utilização diária de um dentífrico que contenha flúor é essencial. Tenha atenção à forma como o seu filho usa o dentífrico com flúor, pois as crianças pequenas têm tendência a engoli-lo após a escovagem, o que é um procedimento incorrecto. Deverá usar uma quantidade pequena de dentífrico (do tamanho do dedo mindinho da criança) e encorajar o seu filho a não engolir nada. Evite dentífricos com sabores que possam encorajar a deglutição.

É importante que fale com o seu dentista para saber se o seu filho está a receber a quantidade certa de flúor. Se não estiver, o dentista poderá sugerir a melhor forma de alterar o consumo de flúor do seu filho. O seu dentista poderá sugerir suplementos de flúor se existirem outros factores que aumentem o risco de o seu filho desenvolver cáries.

6. O seu filho bebe sobretudo água que não contém flúor?

não – Risco baixo a moderado
sim – Risco alto

O flúor é essencial para ter dentes fortes e resistentes às cáries. Uma vez que a principal fonte de flúor para muitas crianças é a água da torneira, é importante que os pais saibam se a água que consomem é água fluoretada. A forma mais fácil de descobrir se a água é fluoretada e qual a concentração de flúor que tem é contactar os serviços de água da sua área. Deverá encontrar os contactos certos numa factura da água, ou poderá pesquisar na secção municipal da sua lista telefónica. O seu dentista ou pediatra poderá também ser capaz de lhe fornecer esta informação.

As crianças também podem obter flúor através dos dentífricos. As crianças com alto risco de deterioração dentária poderão necessitar de suplementos de flúor, desde elixires, gel ou outros suplementos receitados pelo dentista, ou tratamentos com flúor durante uma consulta.

É importante que fale com o seu dentista para saber se o seu filho está a receber a quantidade certa de flúor. Se não estiver, o dentista poderá sugerir a melhor forma de alterar o consumo de flúor do seu filho.

7. O seu filho tem dentes tratados com selantes (colocados por um profissional de saúde dentária)?

sim – Risco baixo
não – Risco moderado

Os selantes são revestimentos de plástico protectores, transparentes ou com cor, colocados sobre as superfícies de mastigação dos dentes de trás permanentes (molares e pré-molares). Estas áreas são mais propensas a cáries porque estes dentes têm fendas, a que os dentistas chamam de sulcos ou fissuras. A comida fica presa com facilidade nessas fendas, que são mais difíceis de limpar. Isto faz dos sulcos e fissuras o ambiente perfeito para o desenvolvimento de bactérias e, consequentemente, de cáries.

Os selantes cobrem os sulcos e fissuras e alisam a superfície de mastigação, o que dificulta a acumulação de comida nesses dentes. A aplicação de selantes é um processo que pode ser feito durante um consulta de rotina. Fale com o seu dentista sobre a aplicação de selantes nos dentes do seu filho.

8. Com que frequência é que o seu filho vai ao dentista?

Uma ou duas vezes por anão – Risco baixo
Nunca – Risco alto

Uma das melhores formas de manter os dentes do seu filho saudáveis e de prevenir as cáries é levá-lo ao dentista ou a um higienista oral regularmente. O dentista ou higienista oral observará a boca e os dentes do seu filho, sugerirá alterações para mantê-los saudáveis e fará um programa de consumo de flúor se necessário. Poderá também dar-lhe sugestões sobre como escovar os dentes, como usar o fio dentário ou outros hábitos saudáveis.

Mesmo que os dentes do seu filho estejam em boas condições, é importante levá-lo ao dentista a cada seis meses ou pelo menos uma vez por ano. O dentista fornece informações sobre o crescimento e desenvolvimento do seu filho e avalia os riscos de formar cáries, lesões, problemas de oclusão (maloclusão) e outros problemas orais. Os especialistas recomendam que uma criança visite o dentista seis meses depois de nascer o primeiro dente ou por volta do seu primeiro aniversário.

9. O seu filho está actualmente a ser tratado devido a um problema ortodôntico?

não – Risco baixo a moderado
sim – Risco alto

Os aparelhos dificultam a escovagem dos dentes do seu filho e criam mais locais para o desenvolvimento de placa bacteriana, difíceis de lavar. Se a comida ficar presa no aparelho ou entre os dentes, a placa bacteriana que se forma poderá desenvolver cáries.

Os aparelhos ortodônticos aumentam o risco de o seu filho desenvolver cáries e, por isso, o seu médico poderá recomendar a utilização diária de um elixir ou gel com flúor para ajudar a fortalecer os dentes e a protegê-los de cáries.

É igualmente importante que o seu filho aprenda a limpar os dentes com o aparelho e, da sua parte, é importante verificar a forma como o mesmo está a proceder. A escovagem de dentes com aparelho pode demorar mais tempo e ser mais difícil.

Peça ao seu médico para vos demonstrar, a si e ao seu filho, a melhor forma de escovar os dentes e utilizar o fio dentário com o aparelho.

10. O seu filho tem necessidades de saúde especiais ou toma medicação regularmente?

não – Risco baixo a moderado
sim – Risco alto

Há situações especiais que aumentam a probabilidade de desenvolvimento de cáries. As crianças que sofrem de doença mental ou física podem ter mais dificuldade a escovar os dentes e podem precisar de ajuda ou supervisão. Pode usar dispositivos para higiene oral, tais como escovas de dentes com cabos mais largos que são mais fáceis de agarrar. Além disso, considere usar escovas eléctricas. Estas não requerem tantos movimentos do braço para limpar os dentes. Existem porta-fios que permitem o uso de fio dentário apenas com uma mão e facilitam a limpeza de locais de difícil acesso da boca. Existem dispositivos de irrigação oral que podem ser usados para remover partículas de comida maiores. Todos estes dispositivos devem ser considerados para crianças que sofrem de dor ou têm os movimentos limitados, o que pode dificultar a limpeza da boca e dos dentes. Aconselha-se consultar o dentista ou higienista oral para receber informações sobre os dispositivos e produtos mais adequados.

Alguns medicamentos podem aumentar o risco de o seu filho desenvolver cáries. Alguns medicamentos, por exemplo, contêm açúcares e/ou adoçantes que podem aumentar o risco de formação de cáries. É difícil determinar se um medicamento que é doce contém açúcar ou não, pelo que é importante que escove os dentes da criança depois de lhe dar a medicação.

11. Se o seu filho tem mais de 3 anos, ainda usa biberão?

não – Risco baixo a moderado
sim – Risco alto

As crianças com mais de 3 anos e que ainda usem o biberão têm um risco maior de desenvolver cáries se colocar no biberão líquidos para além de água. Quando os dentes de uma criança estão continuamente expostos a bebidas que contêm carboidratos, como sumo ou leite, as bactérias começam a alimentar-se dos açúcares. Estas bactérias produzem ácidos, que podem causar a deterioração dos dentes. Quanto maior for o consumo de bebidas ricas em açúcar, maior é o risco de deterioração grave.

Além disso, é possível que uma criança com 3 anos ou mais que ainda use o biberão seja deitada ou adormeça com o biberão, o que expõe os dentes ainda mais a carboidratos.

Encoraje as crianças a utilizarem um copo à medida que se aproximam do seu primeiro aniversário. As crianças devem deixar o biberão entre os 12 e os 14 meses de idade.

12. O seu filho adormece durante a amamentação ou quando está a beber leite ou sumo no biberão?

não – Risco baixo a moderado
sim – Risco alto

Quando um líquido com carboidratos, como sumos ou leite, permanece na boca, as bactérias começam a alimentar-se dos açúcares. Nesse processo, as bactérias produzem ácidos, que podem causar a deterioração dos dentes.

Quanto mais líquidos ricos em açúcar a criança consumir, maior é o risco de deterioração grave.

Além disso, a saliva, que é importante para limpar e lavar os dentes, é bastante reduzida durante o sono. A baixa produção de saliva durante o sono da criança conduz a uma menor protecção contra os ácidos perigosos que as bactérias produzem.

13. O seu filho é certo nas refeições ou faz muitos lanches?

(Responda “é certo nas refeições” se o seu filho come entre três a cinco refeições por dia e não come nem bebe nada excepto água entre as refeições.

Responda “faz muitos lanches” se o seu filho come uma refeição ou come ou ingere bebidas que não água entre as refeições, mais de cinco vezes por dia.)

é certo nas refeições – Risco baixo
faz muitos lanches – Risco moderado a alto

No que toca a prevenir as cáries, é tão importante o tipo de comida que uma criança come como a regularidade do consumo dessas comidas. Isto porque a comida afecta os dentes muito depois de a engolir. Muitos carboidratos transformam-se em açúcares dentro da boca. As bactérias da boca alimentam-se destes açúcares e produzem ácidos, que dissolvem a camada exterior do dente, ou seja, o esmalte. Os carboidratos que produzem ácidos na boca incluem não só as comidas ricas em açúcar, como bolos ou guloseimas, mas também comida pouco doce, como pão, cereais, arroz ou bananas.

Se o seu filho fizer muitos lanches durante o dia, mesmo que seja só beber um sumo, as bactérias poderão produzir ácidos quase constantemente. Isto aumenta a probabilidade de deterioração dos dentes. Existem estudos que mostram que as crianças que consomem doces entre as refeições têm mais tendência a ficar com os dentes deteriorados do que as que consomem a mesma quantidade de doces com as refeições.

A boa notícia é que alguns alimentos conseguem protegê-lo contra a deterioração. Estes incluem os legumes, as frutas, o leite, o queijo, a carne, o peixe e os feijões. Estes alimentos são consideradas “protectores dentários”, pois fornecem os minerais, vitaminas e proteínas necessários para fortalecer os dentes e as gengivas e para os manter saudáveis. Alguns alimentos, como frutas e legumes não cozinhados, também ajudam a limpar os dentes, aumentando a produção de saliva e removendo as partículas de comida que podem estar presas entre os dentes. A saliva é muito importante para limpar e lavar os dentes. Mascar pastilhas sem açúcar também aumenta a produção de saliva.

Fale com o seu dentista ou higienista oral sobre o que pode fazer para melhorar os hábitos de alimentação do seu filho.

14. O seu filho come pastilhas elásticas, rebuçados ou doces que contenham xilitol?

não – Risco alto
sim – Risco baixo a moderado

O xilitol é um adoçante natural que pode ser encontrado na fruta, por exemplos nos morangos, ameixas ou peras. O xilitol parece e sabe a açúcar, pelo que alguns fabricantes de alimentos e guloseimas usam-no como adoçante nos seus produtos. O xilitol é um adoçante amigo dos dentes por duas razões. Primeiro, as bactérias que causam a deterioração dos dentes não se alimenta do xilitol da forma que o fazem dos açúcares. Isto significa que as bactérias não conseguem usar o xilitol para produzir os ácidos que provocam a deterioração dos dentes. Segundo, alguns investigadores têm mostrado que produtos como pastilhas ou guloseimas sem açúcar que contenham xilitol podem ajudar a evitar a deterioração dos dentes. Verificou-se que o xilitol impede o desenvolvimento das bactérias responsáveis pela deterioração dos dentes e também dificulta que as bactérias se fixem à superfície dos dentes, onde se inicia o processo de deterioração. Mascar pastilhas ou comer rebuçados que contenham xilitol em vez de açúcar poderá ajudar a reduzir as hipóteses de os dentes do seu filho ficarem deteriorados.

15. Come pastilhas elásticas, rebuçados ou doces que contenham xilitol?

não – Risco alto
sim – Risco baixo a moderado

O número de cáries que tem é directamente proporcional à quantidade de bactérias responsáveis pelas cáries que se alojam na sua boca. Estas bactérias são denominadas Streptococcus mutans. Quando alguém responsável por uma criança com menos de 5 anos tem um elevado nível destas bactérias, é mais fácil que as transmita à criança em actividades quotidianas, como ao cozinhar, ao dar-lhe comida à boca ou através dos afectos. Por exemplo, se estiver a dar comida ao seu filho e provar a comida primeiro com a mesma colher, irá transmitir as bactérias responsáveis pelas cáries ao seu filho. É difícil limitar o contacto mais íntimo, como abraços ou beijos, por isso é importante que quem cuida de uma criança controle a quantidade de bactérias responsáveis pelas cáries e a abundância de placa bacteriana. Uma forma de controlar esse aspecto é através de pastilhas ou rebuçados que contenham xilitol. Isto impedirá o crescimento destas bactérias que causam a deterioração dos dentes e haverá menos bactérias perigosas que possam ser transferidas para a boca do seu filho.

16. Se o seu filho tem menos de 5 anos, quantas cáries é que o principal responsável da criança teve nos últimos três anos?

nenhuma ou uma – Risco baixo
duas – Risco moderado
Três ou mais – Risco alto

O número de cáries que tem é directamente proporcional à quantidade de bactérias responsáveis pelas cáries que se alojam na sua boca. Estas bactérias são denominadas Streptococcus mutans. Quando alguém responsável por uma criança tem um elevado nível destas bactérias, é mais fácil que as transmita à criança em actividades quotidianas. Os responsáveis por crianças que tenham tido uma ou nenhuma cárie recentemente terão possivelmente um nível baixo de bactérias responsáveis pelas cáries.

Porque é que a arte e a criatividade são importantes

Já todos ouvimos e lemos muito sobre este tema. Hoje, cada vez mais, se apela à criatividade e à inovação em todos os campos, incluso nas artes – quiçá, o seu espaço de excelência.

Nem todos somos criativos, é verdade! Mas esse é um problema que vem desde a nossa infância. A criatividade trabalha-se! E é preciso ser “alimentada”! Ora vejamos: Quando a criança faz algo de diferente do “padrão” é considerado “errado” e toca a corrigir para que fique dentro da “norma”.

Na escola, quando o professor não proporciona aos alunos um espaço para pensarem e exprimirem os seus pensamentos, não está a promover a criatividade: logo, a capacidade dos mesmos em encontrarem novas soluções para velhos problemas e respostas criativas fica limitada.

Se pensarmos que no mundo do trabalho se exige respostas criativas e inovadoras, é importante que se repense o nosso ensino. Para termos jovens e adultos criativos temos de maximizar e desenvolver os seus talentos e isso faz-se proporcionando-lhes experiências e espaços para a livre criação e partilha, onde o trabalho interpares ganha particular relevo. Neste âmbito, as artes têm um papel importante. Denilson Shikako refere: “através da arte, você consegue chegar a lugares que antes nunca chegaria. Afinal, a arte é uma linguagem universal.”

As primeiras formas de arte surgiram 40 mil anos AC com as pinturas rupestres e evoluíram de tal forma que hoje conta com um espaço de destaque na sociedade. Falo das diversas artes: da música, da dança, do teatro, do cinema, das artes plásticas, entre muitas outras.

Todavia, tal evolução nem sempre se fez acompanhar da criatividade e nós, na qualidade de fruidores daquelas, vamos continuar a assistir ao mesmo tipo de espectáculos, de concertos, de exposições, de manifestações culturais?; ou vamos incentivar, desde cedo de forma segura e sem equívocos, os espaços promotores da criatividade e da inovação? Sanchez (2003) descreve a criatividade como uma sublime dimensão da condição humana.

A capacidade criativa é algo que pode ser inato, mas que também se pode desenvolver ao longo da vida, muito em especial enquanto somos crianças e jovens. Para tal, será necessário proporcionar as condições propícias, de construir e reconstruir, modificar hábitos, rotinas e práticas instaladas, aprender a sair do seu espaço de conforto, tendo por base padrões de beleza, harmonia e equilíbrio, implementando mudanças com um novo olhar.

E nesta reflexão, também se poderá questionar: será que todos os criativos são inovadores? Na verdade uma pessoa pode ser criativa e não ser inovadora. A definição de inovação remete-nos para a novidade ou renovação. Segundo Christopher Freeman, tem a ver com as actividades técnicas, de concessão, desenvolvimento, gestão e que resulta na comercialização de novos (ou melhorados) produtos, ou na utilização de novos processos.

Pois temos já alguns bons exemplos nesta Região de jovens artistas que estão fazendo o seu caminho ganhando competências na criatividade e na inovação. Poderia aqui deixar alguns exemplos de espectáculos e projectos de sucesso aos quais assisti e verifiquei essa boa tendência. Não o farei para não ser, como algumas vezes, mal interpretado. Mas não deixo de propor a todos os que lerem este artigo que se juntem a nós apoiando e incentivando estes jovens talentosos que surgem a cada dia que passa.

É importante dar-lhes condições para que na “sua terra” possam realizar os seus sonhos e projectos. É preciso que o público os apoie, que vá assistir e aplaudir os seus espectáculos e que não fique, simplesmente, na tendência ancestral de que “o que vem de fora é que é bom”.

Temos projectos e pessoas muito boas cá dentro. Vamos apoiá-las e incentivá-las.

10 maneiras fáceis de incendiar a imaginação de seu filho

Um vídeo no youtube fala de várias coisas relacionadas à Nova Ordem Mundial, Engenharia Social, Educação, Imaginação, Cultura de Massas, Totalitarismo, etc.

Na introdução, o autor explica por que é importante destruir a imaginação das crianças. Ele diz que, se os bons livros são perigosos – porque podem mandar para os ares o mundo artificial em que as pessoas estão metidas e abrir-lhes a imaginação para o mundo real, onde poderão contemplar a Beleza, a Verdade, o Bem –, as crianças são ainda mais perigosas, porque tudo para elas é novidade. A imaginação delas precisa ser contida desde o começo, para que não se torne incontrolável no futuro; elas precisam crescer dóceis para se encaixarem no mundo que as espera, suavemente se submetendo às necessidades do Estado e da sociedade de massas.

É preciso converter as crianças em recursos para o Estado: elas devem ser de boa qualidade, sólidas, confiáveis e inertes. Este livro é um manual de como fazer isso.

Ele diz que, pela primeira vez na história da humanidade, a maioria das pessoas está trabalhando em coisas que não poderiam jamais despertar o interesse de uma criança. É somente reprimindo a imaginação que muitos de nós suportamos o nosso trabalho. Diz o autor:

“Já que devemos ter filhos, devemos garantir que eles sejam submetidos às técnicas mais eficientes para encaixá-los no mundo em que viverão – um mundo de shopping centers iguais por toda parte, comida enlatada igual por toda parte, burocracia igual por toda parte, entretenimento de massas igual por toda parte, política igual por toda parte.” (p. xiii)

Com uma aplicação judiciosa de três ou quatro dos métodos expostos neste livro, você poderá garantir que isso aconteça, completando, em casa, a destruição já iniciada pela escola e pela televisão.

No capítulo intitulado “Por que a verdade é sua inimiga”, o autor começa falando sobre Tempos Difíceis, de Charles Dickens. O professor Gradgrind só valoriza, na educação de seus alunos e de seus filhos, aqueles fatos que podem ser mensurados em laboratório ou submetidos de algum modo a um experimento científico. Isso era uma necessidade, porque a produção industrial estava a todo vapor e precisava de homens que soubessem operar o mundo material com muita eficiência.

Esolen diz que este foi um bom começo, sem o qual a educação moderna não teria concluído o seu primeiro estágio, rebaixando o senso da beleza a um sentimento particular e irracional. Porém, há um problema com esse método: fatos são realidades e podem acabar despertando a engenhosidade da criança. O autor fala do fascínio dos meninos pelas máquinas e pelo seu funcionamento, algo que era bastante incentivado em outros tempos. Para o nosso tempo, a transmissão de fatos tem seus perigos. A criança pode acabar aprendendo a fazer algo, ou se interessar tremendamente pelos elementos do mundo, escapando do controle.

Hoje, nós não precisamos mais de pessoas que saibam fatos – ou pelo menos não é isso que devemos encorajar. Está tudo registrado nos livros ou é da alçada de algum departamento do governo. O Estado toma conta de tudo o que é indispensável ao bom funcionamento da sociedade; então, para que se se preocupar? Se o que queremos é a incapacidade, o narcisismo, a superficilidade e a ignorância, é isso que deve vir sob a forma de “educação”. Queremos apenas uma educação esvaziada de qualquer estímulo à imaginação, mas também incapacitante para qualquer fim prático.

Memória
Para nos livrarmos da influência dos fatos, é preciso enfraquecer a memória. Os educadores devem menosprezar a memorização e priorizar o pensamento crítico e a “criatividade”.

Para destruir a memória, há duas maneiras. A primeira é encorajar a preguiça, jamais insistindo que a criança domine, por exemplo, as regras da multiplicação, ou memorize a localização de cidades e rios no globo terrestre. Depois é só preenchê-la com lixo. Diz o autor:

“Um de meus professores, o medievalista George Kane, uma vez contou-me sobre um fazendeiro que recitava Paraíso Perdido enquanto arava o campo. Imagine o perigo que um homem destes representa. (…) Possuir esse tesouro de poesia na memória – um tesouro de conhecimentos sobre o homem, arranjado em música – é estar armado contra os anunciantes e os controladores sociais. É ter a chance de pensamento independente, e a independência é, por natureza, imprevisível.” (p. 14)

Mas, mesmo com todo o esforço do sistema educacional, é impossível evitar que a criança entre em contato com alguns fatos que acabem indicando para ela algo que é real, bom e enobrecedor. Por isso, os planejadores sociais devem ficar atentos, privando esses fatos do poder de alimentar a imaginação, e isso se faz ensinando-os de maneira aleatória e desorganizada. Ele diz:

“Não ensine história ou geografia, porque essas matérias requerem uma estrutura mais abrangente na qual os fatos tenham sentido. Ensine ‘unidades’, gastando um mês no Egito, outro no Japão, como quiser. (…) Transforme ciência em biologia, biologia em ecologia e ecologia em coisinhas fofas. (…) Se a imaginação tem asas, podemos impedi-las de voar, atrofiando-lhes todos os músculos e ossos.” (pp. 15-16)

Ele lembra que o senso de estrutura – o senso da gramática em sentido amplo, ou seja, das normas de cada ciência ou arte, que ordenam cada parte em seu devido lugar – tem importância não apenas para as ciências físicas, mas para qualquer tipo de empreendimento intelectual. Ela nos permite ir além da fragmentação da nossa experiência, capacitando-nos a construir todo um universo artístico. Por isso o ensino da gramática (e aqui ele está se referindo à gramática de uma língua em particular) e da aritmética devem ser reduzidos a um conjunto arbitrário de regrinhas necessárias para passar numa prova, mas que não servem para mais nada. Na página 25, ele diz:

“Exija o trabalho enfadonho, mas daquele tipo que não tenha como fim o domínio dos fatos, o domínio de uma estrutura intelectual dentro da qual os fatos podem ser retidos e interpretados, ou o domínio de uma obra-prima para a qual a gramática ou a aritmética sejam as portas de entrada. Mantenha os estudantes ocupados e ociosos ao mesmo tempo.” (p. 25)

Dito isso, o autor entra propriamente no método para destruir a imaginação, e o primeiro deles é o seguinte:

Método 1
“Mantenha seus filhos em ambientes fechados o máximo possível”
(“Keep Your Children Indoors as Much as Possible”)

É preciso destruir o interesse da criança pelos elementos do mundo, começando pelo mundo natural. A observação da natureza (das montanhas, dos lagos, dos rios, do céu) desperta a curiosidade sobre o mundo (algo extremamente inconveniente), além de propiciar momentos de solidão em que a pessoa pode refletir (algo mais inconveniente ainda).

A contemplação do mundo natural – por exemplo, da vastidão do céu – é apta a despertar as noções de infinitude, expansão do espírito, júbilo, liberdade e do sagrado. Esse tipo de experiência pode abrir a imaginação para aquilo que está além do imediatismo do mundo material, e a pessoa pode passar a querer coisas que não são materiais. É preciso inspirar o sentimento de trivialidade do mundo natural.

Também, a criança que se acostume a assumir riscos físicos desenvolverá uma perigosa independência. Ele escreve:

“Finalmente, ‘lá fora’ é perigoso porque você pode se deparar com uma criatura mais ameaçadora à sua complacência do que um lobo, um urso ou uma pantera. Você pode se encontrar consigo mesmo. No mundo lá fora, serão apenas você e os seus recursos. (p. 38) (…) É dependência aquilo de que mais precisamos – homens e mulheres dependentes, com dinheiro para gastar, e vastas estruturas de negócios, entretenimento e governo para satisfazê-los.” (pp. 39-40)

Se Shakespeare tivesse vivido entre quatro paredes, não teria sido Shakespeare. Mark Twain não teria escrito Tom Sawyer e Huckleberry Finn. Isso para dar alguns exemplos. O homem de este novo mundo precisa deve considerar o virtual mais real do que o real. Deve desinteressar-se totalmente pelo real. Ele pode fazer o que quiser, desde que não saia da frente do monitor.

Método 2
“Jamais deixe as crianças sozinhas”
(“Never Leave Children to Themselves”)

“Tormentária” é o nome deste planeta que está sendo criado pelos engenheiros sociais:
Suas instituições de ensino são gigantescas, favorecendo o anonimato e impossibilitando a formação de amizades;
Os jogos são privados do seu caráter competitivo, para evitar submeter quem quer que seja ao constrangimento de uma derrota;
Ministram-se as matérias em blocos de 40 minutos, garantindo que o interesse genuíno por algum assunto jamais se desenvolva e, com o tempo, a criança perca a vontade de conhecer;
As crianças jamais aprendem a se organizar e auto-gerir.

As crianças não desenvolvem o caráter se tudo é mantido perfeitamente seguro para elas e conduzido totalmente pelos adultos, como já alertava o Padre Kilian, em 1930:

“Uma das formas mais altas de jogos são aqueles que se jogam em times. Não os faça sérios demais, mas equilibre o máximo de divertimento possível com a ordem e o decoro. Encoraje os tímidos a assumir riscos e encarregue-se de não permitir que os mais egoístas levem vantagem em detrimento dos menos atrevidos. Não é preciso tratar os meninos como se fossem feitos de vidro. Eles têm de se tornar capazes de resistir a algumas quedas, colisões e ferimentos. É a forma que a natureza tem de ensiná-los a tomar conta de si mesmos.” (Padre Kilian J. Hennrich, Boyleader’s Primer).

O que importa, mais uma vez, é incapacitar as crianças e os jovens para se organizarem em comunidades com sentimentos e objetivos comuns. Quanto mais incapazes de se auto-gerir, mais necessidade elas terão do estado tecnocrático.

Método 3
“Mantenha as crianças longe de máquinas e de pessoas que saibam operá-las”
(“Keep children away from machines and machinists”)

“Lembre-se de que desejamos formar crianças para que sejam alienadas de qualquer afeição profunda por sua nação, por sua cidade, sua ascendência, seus vizinhos e até por sua família, mas isso não significa que queiramos pessoas que saibam se virar sozinhas. Assim como queremos criá-las em hordas de iguais, mas essencialmente solitárias, queremos que elas se considerem competentes para fazer qualquer coisa, ainda que incapazes de trocar uma maçaneta.” (p. 75)

A engenhosidade era muito incentivada até meados do século XX. Havia muitas publicações que encorajavam hobbies bastante úteis e que estimulavam a inventividade. É preciso desencorajar as crianças de “pôr a mão na massa”; ressaltar os perigos de manusear ferramentas, lidar com a eletricidade etc.

Deve-se transformar a ciência em cartilha política, ensinando, não como as coisas funcionam, mas O Que é Correto Acreditar Sobre a Ciência: que o mundo está esfriando, está esquentando, está esfriando de novo; acreditar na reciclagem, que o homem veio do macaco, a pureza dos animais, a maldade do homem etc.

“Devemos, a todo custo, impedir que as crianças fiquem fascinadas pelo habitat das baleias, ou pelo design que torna possível a vida debaixo d’água. Devemos encorajá-las a acreditar que Baleias Devem ser Salvas. Não importa se isso esteja certo, não é este o ponto. Podemos igualmente transformar os cursos de ciências e os museus em programas políticos afirmando que Baleias Devem ser Destruídas, Baleias São uma Ameaça para a Humanidade etc. O ponto é rebaixar a imaginação e jamais permitir que a criança se envolva com os elementos do mundo.” (p. 76)

É preciso afastar as crianças de adultos que saibam fazer coisas, que tenham habilidades que requeiram destreza, força bruta ou anos de observação atenta de algo. Desencorajar:
O trabalho com grandes máquinas: dando o exemplo da operação com um trator, Esolen explica que esse tipo de tarefa tem um poder pedagógico muito perigoso, ensinando a criança a ser dócil com a realidade, a observar como as coisas funcionam, a adequar-se ao objeto com o qual trabalham;
A amizade com artesãos e inventores;
Os brinquedos que envolvam mapas e projetos: isso encoraja o raciocínio estratégico e acostuma a criança a lidar com grandes estruturas abstratas. Ele dá o exemplo do Tolkien, que, antes de escrever as histórias da Terra Média, havia feito os mapas desse mundo imaginário e desenvolvido suas línguas.

“Para que servirão suas crianças se, além de incapazes para a leitura mais profunda e incapazes de um encontro imaginativo com o mundo natural, forem estúpidas dos olhos e das mãos? Ora, assim elas estarão prontas para o trabalho governamental. Alguém, afinal de contas, tem de governar as massas estúpidas e dependentes, e por que não alguém tão estúpido e dependente como elas? É disso que se trata, afinal, nossa Constituição.” (p. 93)

Método 4
“Substitua os contos de fadas por clichês políticos e modas”
(“Replace the Fairy Tale with Political Clichés and Fads”)

Em Marcovaldo, Italo Calvino escreve sobre uma família de operários que, à noite, observam o céu do alto do prédio onde moram. Eles contemplam a lua e mergulham em pensamentos. A contemplação é interrompida por um letreiro que acende a intervalos, anunciando um conhaque. Como ele está parcialmente queimado, só se lê “nhaque”. A aparição do letreiro dispersa os pensamentos, e cada membro da família começa a fantasiar banalidades. Este é um símbolo do que se pode fazer para impedir que as pessoas tenham um envolvimento mais profundo com a realidade. Ele chama a este conto de Ítalo Calvino de um conto de fadas moderno.

Os contos de fadas, contos populares etc. trazem personagens fiéis à verdade da vida. Esses contos são para crianças, não porque sejam de menor importância, mas porque são enormes como a própria vida. Seus personagens habitam um mundo moral, onde as leis são claras. Isso não é falta de imaginação: é a base, o fundamento da imaginação.

“Para que seu filho não aprenda a pintar, prive-o de uma paleta. Para que ele não use a imaginação a fim de conceber histórias arquetípicas, prive-o da paleta narrativa. Elimine, ou corrompa e subverta todos os tipos. Isto será mais facilmente obtido se você privá-lo dos contos populares.” (p. 97)

Com isto você garantirá não apenas a constrição da imaginação, mas bloqueará o acesso a regiões inteiras das artes e da vida humana, tornando-as incompreensíveis. Não é raro que um mesmo conto popular inspire compositores de ópera, poetas, dramaturgos etc. Privada dos contos de fadas e contos populares, a criança terá muito mais chance de considerar essas grandes obras artísticas uma bobagem, desprezando-as.

A fim de achatar a imaginação moral, basta converter a literatura em programas políticos e reduzir a complexidade psicológica dos personagens a clichês. Obras literárias de grande densidade, como The Master of Hestviken (Sigrid Undest), Os irmãos Karamazov, Crime e Castigo etc. nos permitem um mergulho no coração humano. Se essa experiência se repetir na vida da pessoa, ela adquirirá uma resisência a engolir baboseiras políticas. Por isso é importante rejeitar tudo o que seja arquetípico e real, substituindo-o por figuras unidimensionais e motivos tolos, típicos do entretenimento de massas. Ele escreve:

“Ao contrário dos clichês, as verdades fundamentais exigem de nós uma resposta real: elas nos fazem debruçar sobre os mistérios desta vida (…). Mas uma resposta real requer silêncio, e paciência, e reflexão. Não é fácil. Clichês são fáceis. Portanto, eduque seu filho com clichês.” (p. 101)

Sobre o tipo de leitura recomendada para destruir a imaginação moral, ele diz o seguinte:

“Ao dar a nossas crianças o que é ‘relevante’, é preciso garantir que o livro esteja calcado neste tempo, neste lugar, nestas platitudes. De preferência, procure livros tão atulhados de referências tópicas, que sejam incompreensíveis em trinta anos. Livros assim, provocando respostas automáticas, raramente são mais do que obras de propaganda com um pouquinho de enredo (…). Se não tiver um livro assim, utilize-se daqueles que não vão além do efêmero: (…) você pode lê-los às dezenas, sem ser perturbado por um único pensamento que abra a carapaça da sua mente.” (p. 106)

Chesterton dizia que o problema das pessoas que não acreditam em Deus não é que elas não acreditam em nada, mas que acreditam em qualquer coisa. A melhor coisa atualmente para que as pessoas acreditem é o Estado. Estimule o furor partidário. Devemos ensinar que todos os empreendimentos humanos são, no fim das contas, por poder. Ler é um ato político; a arte é uma manifestação política. Você deve ler para adotar a postura política correta.

“Alimente as crianças com o que é politicamente motivado, independentemente da direção, e você insinuará em suas mentes que todas as matérias humanas que eles estudam, e algo das científicas também, são jogos de poder e nada mais. (…) Mais uma vez, não importa a direção política adotada, mas que só a política importe.” (p. 109)

Mais à frente, Esolen fala da “redução das pessoas a cartoons politicamente motivados” e da História a uma revista em quadrinhos.

Alguém pode objetar que todas as histórias são escritas assim, com um viés político. Mas ele diz:

“Não são, não. Algumas histórias chegam perigosamente perto de um exame justo, confiável e abrangente do passado, unindo-se a um desejo artístico de dar vida às pessoas que viveram então, com seus grandes sucessos e fracassos. (…) Há um universo de bem e mal que não pode ser reduzido à política, assim como a abóbada do céu, coberta de estrelas, não pode ser reduzida a um planetário.” (p. 112-113)

A redução da arte à política pretende produzir a resposta perfeita: “Não sei do que você está falando”. A redução de tudo à política conduz à redução de tudo à insignificância. Homero? Por que eu deveria me importar com Michelangelo? Não sei do que você está falando.

Método 5
“Difame o heróico e o patriótico”
(“Cast Aspersions upon the Heroic and Patriotic”)

Esolen conta que, quando era menino, as celebrações do Memorial Day lhe inspiravam um sentimento que tinha algo a ver com o significado de ser um homem e, principalmente, de pertencer a uma nação. Hoje em dia, nos EUA, já se perdeu muito do senso de honrar o país e os pais (no sentido histórico).

Em 1984, de George Orwell, os funcionários do Ministério da Verdade encarregavam-se de destruir fotografias e notícias do passado. Isso é importante para arraigar as pessoas no imediatismo do presente, sem nenhuma memória do passado. Os planos de controle social devem incluir essa constante destruição do passado (ou a destruição de qualquer admiração por ele), para que as pessoas desejem sempre e somente o que é novidade, sem fazer perguntas inconvenientes sobre de onde vem essa novidade e para onde ela nos levará.

É preciso “matar” os pais, os modelos, para que as pessoas sejam mais maleáveis ao controle social.

“Não queremos patriotas. Não queremos pessoas que amem o lugar onde estão. O propósito daquilo que é erroneamente chamado de ‘multiculturalismo’ é destruir a cultura, ensinando os alunos a desprezar a sua própria e tornar-se cliente de todas as outras. Por isso, o antídoto para o amor por este lugar não é o ódio a este lugar, mas um envolvimento postiço com qualquer outro lugar.” (p. 134)

Esse “matar os pais” se refere também a eliminar a influência que os pais biológicos têm sobre as crianças. Muito sucesso já se obteve com relação ao pai; com relação à mãe, graças à emancipação da mulher, já conseguimos eliminá-la quase totalmente da vida imaginativa das crianças.

Se queremos garantir que as crianças desenvolvam o cinismo desdenhoso pelo passado, é preciso colocar no centro da educação os erros do passado. Devemos olhar para o passado pelo lado oposto do telescópio, ou seja, reduzindo tudo a figuras minúsculas e distantes. Isso nos faz sentir moralmente superiores a eles.

Método 6
“Diminua todos os heróis”
(“Cut All Heroes Down to Size”)

As histórias de heroísmo e as figuras dos heróis ampliam nossa imaginação para considerarmos possibilidades em que nunca havíamos pensado e alargam o espectro daquilo que consideramos humano. O risco para o narcisismo é evidente: perto de um herói, que incopora uma virtude de forma excelente, ficamos menores, ganhamos o senso das proporções.

Devemos educar as crianças para rirem-se dos heróis e dos atos de heroísmo, enfatizando a inutilidade de seus feitos. Um herói, mesmo quando criação ficcional, incendeia a imaginação e pode ter efeitos imprevisíveis. Como destruir o ideal do heroísmo? Esolen diz:

“Em primeiro lugar, como o lugar mais provável para um herói mostrar sua coragem é o campo de batalha, difame o ideal militar. Você pode fazer isso denegrindo a inteligência dos soldados, pregando um pacifismo fácil e conveniente, bem como ensinando que a carreira militar está aberta a qualquer um, independentemente da capacidade física ou do sexo. (…) Ensine as crianças a rirem-se das virtudes mais difíceis de obter. (…) Ensine-as a rir do que você mesmo não compreende. Por fim, como o herói amplia nossa imaginação por ser tão diferente e mesmo superior ao restante de nós, ensine seus filhos a odiar e suspeitar da excelência.” (p. 147)

Democratize a excelência. Todos são excelentes, todos são heróis – simplesmente porque cumprem as tarefas ordinárias de viver como uma pessoa semi-decente.

Passo-a-passo para destruir a admiração pelo heroísmo:

Demonize as guerras, todas as guerras, evitando perguntas do tipo: Como seria a Europa, se a Grã-Bretanha tivesse se rendido a Hitler e Mussolini?, ou, Como seria a Ásia, se os americanos tivessem feito um acordo com os japoneses depois do ataque a Pearl Harbor? (O importante é que as pessoas falem sobre a paz, mas não movam uma palha por ela).
Estimule o hábito de reduzir as figuras históricas importantes a caricaturas ridículas.
Encoraje o deboche diante das virtudes: castidade? Ninguém é casto, e para que sê-lo? Auto-controle? Coisa de puritano. Honestidade? Todo mundo trapaceia.
Ensine que todos são iguais (igualdade putativa). Ressaltar a excelência de alguém é uma ofensa à auto-estima dos outros. Devemos ensinar que ninguém é melhor do que ninguém, apenas para que cada um se sinta superior aos outros, e, se vierem a admirar alguém, que seja a si mesmo.

Privando o jovem do manancial que é sua imaginação, ele buscará satisfação em encontros sexuais mecânicos ou em qualquer outra banalidade oferecida pela sociedade de massas.

Método 7
“Rebaixe toda a conversa sobre amor a narcicismo e sexo”
(“Reduce All Talk of Love to Narcissism and Sex”)

A alta literatura sempre foi inspirada pelo amor, mas é um amor que em breve será totalmente incompreensível. É o amor que reverencia o mistério do outro e que sequer depende de uma satisfação carnal. É aquilo que aparece na Odisséia, no episódio do encontro entre Odisseu e Nausicaa; em A Tempestade, entre Miranda e Ferdinando; entre Dante e Beatriz, na Divina Comédia.

É um tipo de amor que não busca antes de tudo a auto-satisfação, mas que implica uma submissão a algo mais alto e nobre. É um sentimento tão enraizado na experiência humana, que só se consegue aboli-lo abolindo-se o homem.

“Como fazer isso? Reduza o sexo à higiene ou à mecânica. Reduza eros à comichão da luxúria ou da vaidade. Reduza o amor entre homem e mulher a algo privado, arbitrário e socialmente indiferente. Enquanto isso, inunde a televisão e as revistas com imagens de pessoas desprovidas de roupas, a fim de que os únicos mistérios remanescentes residam no cruel, no bizarro e no repugnante.” (p. 168)

O problema com o homem embriagado pela luxúria não é que ele ignora as coisas do Céu, mas reduz mesmo as coisas da terra a estrume.

A moderna educação sexual tem contribuído muito para a redução do amor ao narcisismo e ao sexo. Em todos eles, os ideais de virilidade e feminilidade estão ausentes: homens e mulheres são reduzidos às suas funções biológicas, sem nenhuma conexão com o sentido de ser uma mulher ou ser um homem.

Nesta “admirável nova família”, não deve parecer estranho que os homens produzam leite, ou mesmo filhos. As pessoas devem ser dóceis à biotecnocracia e achar muito natural que os seres humanos sejam aqueles produtos ao fim de uma linha de produção.

Método 8
“Equipare as Distinções entre Homem e Mulher”
(“Level Distinctions between Man and Woman”)

Devemos esfriar qualquer desejo de união entre homem e mulher motivado por um fascínio: manter relações sexuais com A ou B deve ser encarado como mais uma dentre tantas decisões que uma pessoa de negócios deve tomar.

A distinção que entre havia entre meninos e meninas despertava em ambos uma tremenda curiosidade, e isso incentivava que se contemplassem e admirassem. Esse fascínio gerava muitas idéias perigosas, como o desejo de união para se começar uma família, um desejo de devoção ao outro. Isso deve ser desencorajado em nome do grande tédio que se tornou o contato com o outro. Misturar meninos e meninas como fazemos hoje, sem nenhuma distinção, é uma ótima maneira de evitar que os meninos criem amizades verdadeiras uns com os outros, e que vejam nas meninas aquele ser misterioso que os fascinava.

Fingindo que meninos e meninas são iguais, e compelindo-os a fazer as mesmas coisas, chega-se num denominador comum que é igualmente desinteressante para ambos. Os meninos já não podem ser plenamente meninos, nem as meninas, meninas.

É preciso eliminar qualquer resquício de rito iniciático: antigamente as meninas, depois que abandonavam as bonecas, começavam a colecionar os objetos e desenvolver as habilidades que lhes serviriam para a vida de mulher casada. Isso exercitava a imaginação: em vez de sonhar acordadas com um príncipe encantado, elas praticavam certos atos que trariam, no futuro, alegria para ela mesma e para aquele que ela viesse a amar.

Para destruir os ideais de virilidade e feminilidade, é essencial que se cultive o hábito de escarnecer as pessoas de antigamente: eram tolas, acreditavam que o mundo era plano, mantinham escravos, queimavam bruxas, fumavam, enfim. Apedrejá-los com qualquer pedra que se encontre.

Método 9:
“Distraia a criança com o superficial e o irreal”
(“Distract the Child with the Shallow and Unreal”)

Milton descrevia o exercício de sua imaginação poética como uma audição, como se as Musas ditassem a poesia para ele. Essa audição é um tipo de receptividade a algo que vem de fora. Por isso, podemos destruir a imaginação ao mesmo tempo em que alegamos encorajar a “criatividade”: a criança deve se acreditar um pequeno deus cujas idéias vêm todas de dentro. A tradição antiga considera o poeta um homem que em primeiro lugar escuta, e que só depois escreve os versos. São as Musas que falam.

É preciso privar a criança do silêncio e da quietude, porque eles restauram o poder da imaginação. Diz o autor:

“A imaginação é uma faculdade natural do homem. Algumas pessoas cometem o erro de cultivá-la, mas ela é geralmente tão poderosa que se afirmará se simplesmente permitirmos que a pessoa viva aquilo que costumava-se conhecer por vida normal. (…) Tudo o que é preciso para que a imaginação se restabeleça é algum tempo na solidão e no silêncio. Por isso eles devem ser abolidos.” (p. 202)

Isso significa a criança deve conviver com barulho. Por barulho, queremos dizer não apenas sons perturbadores, mas uma espécie de interferência espiritual. É preciso privar a criança de sossego, com o uso intensivo de televisores, computadores, video-games, celulares, enfim. Barulho e distração. Se ela não for capaz de parar para observar uma faixa de mar ou do céu, muito menos conseguirá visualizar essas coisas na imaginação. Assim, um repouso sobre o desenvolvimento moral de pessoas, como se vê em Orgulho e Preconceito, torna-se algo impossível.

As pessoas devem também tornar-se barulho umas para as outras. Ignore quem é seu vizinho e o anonimato será a regra da convivência.

“Queremos que nossas crianças sejam solitárias no sentido de que não terão ninguém perante quem possam abertamente revelar suas almas, mas não queremos que elas saibam que são solitárias. Isso poderia perturbar a tranquilidade da imaginação e levá-las a buscar um relacionamento humano verdadeiro.” (p. 213)

Mas o maior perigo de deixar as crianças em paz não é que elas descubram um dia livros maravilhosos que mostrem a elas dimensões da vida que jamais consideraram, ou que comecem a desenvolver a imaginação moral, passando a conferir mais humanidade a cada ser humano. O maior perigo é que, num destes momentos de silêncio, a estranheza e a maravilha deste mundo provoquem uma conversão. Se isso acontecer, mesmo que a pessoa não pertença a nenhuma religião, ela estará perdida para nós. Elas continuarão vivendo neste mundo, mas como se houvesse uma dimensão extra, ou duas, invisíveis para a maioria de nós.

Método 10
“Negue o Transcendente”
(“Deny the Transcendent”)

É um grande erro imaginar que as escolas devam ser neutras com relação ao Ser divino. O assunto é importante demais, e perigoso demais, para ser deixado de fora do currículo. Há três maneiras de abordar o assunto:

Dar por presumida a nobreza da fé. Os perigos desta opção são óbvios. Pessoas que obedeçam mais a Deus do que ao Estado tornarão o despotismo impossível.
Ser hostil à fé. Também não é uma boa opção, pois isso despertará reações que reavivarão a fé em muitos.
Banalizar o mistério. Esta é a melhor opção. Transforme a fé numa coisa infantil, e as pessoas a abandonarão quando crescerem.

O materialismo é a melhor opção. Não há nada para ser objeto de crença, porque tudo o que existe é matéria, e a matéria não tem nenhum sentido. Mantenha a palavra “apenas” na manga. Ele diz:

“Essa cor de fogo que vemos no pôr-do-sol é apenas a parte do spectrum que penetra na atmosfera num determinado ângulo (…). A idéia de Deus é apenas uma projeção do pai, ou um desejo, ou uma explicação antiga para tudo aquilo que hoje conhecemos muito bem (como a matéria, a energia, a gravidade, a carga elétrica, a origem do universo, o significado do bem e do mal, o acaso, a ordem, a inteligibilidade, o fim do homem), ou então que alguém sabe, em algum Lugar Importante. A beleza é apenas um ‘tic’ neurológico, ou uma opinião pessoal. O amor é apenas a tendência à reprodução (…)” (p. 236)

E o homem? O homem é apenas um ser na poeira cósmica. Como disse C.S.Lewis, a conquista da natureza pelo homem foi uma conquista do homem pela natureza.

Os destruidores da imaginação trabalham a todo vapor para extinguir esta coisa abominável chamada “homem” da face da Terra, a fim de substituí-lo por alguma outra coisa mais conveniente aos engenheiros sociais. Vai, e faze tu o mesmo.

Fonte

Sobremesas favoritas de crianças: panquecas

A receita destas panquecas para crianças foi inspirada no Workshop Bonsalt, no fabuloso Cooking and Nature Emotional Hotel.

Ingredientes para 2 pessoas:
  • 3 ovos
  • 115 g de farinha de trigo
  • 1 colher de chá de fermento
  • 140 ml de leite
  • 1 colher de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de Bonsalt

Preparação:
  1. Separe as gemas das claras.
  2. Junte as gemas, o leite, o Bonsalt e o açúcar. Bata até obter uma mistura homogénea.
  3. Numa taça, misture a farinha e o fermento e aos poucos junte à mistura anterior.
  4. Bata as claras em castelo e envolva cuidadosamente na restante massa.
  5. Leve uma frigideira anti-aderente ao lume e deite uma noz de manteiga. Depois de derretida, limpe o excesso com um pedaço de papel aderente.
  6. Deite pequenas colheres de massa na frigideira e deixe cozinhar até começar a fazer bolhas na superfície.
  7. Vire e deixe cozinhar do outro lado.
  8. Sirva com uma bola de gelado e fruta a gosto.

Porque deve ligar as crianças à natureza?

Estar ao ar livre é extremamente entusiasmante para as crianças e é também muito importante para o seu desenvolvimento, uma vez que a natureza lhe proporciona um número ilimitado de brincadeiras e lhes permite aprender ativamente, isto é, explorando, descobrindo, inventando e resolvendo problemas.

Quer estejam a subir a uma árvore, a saltar em cima de poças ou a espreitar para charcos entre rochas, os mais pequenos estão sempre a aprofundar os seus conhecimentos sobre o meio que os envolve.

É por isso que Skip valoriza tanto este tipo de actividades e encoraja os pais a deixarem os seus filhos brincarem livremente. Por forma a entender melhor a forma como os adultos e as crianças vêem a interacção com a natureza e o respectivo impacto no desenvolvimento infantil, Skip efectuou uma extensa investigação junto de mais de 2.000 mães e filhos com idades compreendidas entre os 8 e os 12 anos.mães, oriundos de 11 países diferentes. As conclusões dessa investigação demonstram claramente que as mães compreendem as vantagens de brincar ao ar livre.

No entanto, e apesar de, enquanto pais, desejarmos que os nossos filhos sejam estimulados e se divirtam através da descoberta e da criatividade associadas à actividade empírica, a realidade é que cada vez mais as crianças passam o seu tempo livre a jogar computador, a ver televisão ou a navegar na Internet, em vez de brincarem nos seus quintais ou em parques infantis. Isso deve-se a alguns obstáculos e barreiras com as quais os pais de hoje em dia têm de lidar.

Outros estudos realizados por Skip, por exemplo, demonstraram que as mães têm medo que os filhos possam não estar seguros ou que se magoem quando estão a brincar ao ar livre. Os pais preferem ter os filhos dentro de casa, debaixo de olho: especialmente se o tempo de que dispõem para estar com eles é limitado, ou se, no seu bairro, as instalações para brincar ao ar livre são de difícil acesso.

Mas afinal, e pondo os medos dos pais de lado por um momento, o que pensam as crianças sobre isto? Se tivessem possibilidade de escolher, prefeririam brincar ao ar livre ou concordariam com as suas mães e optariam por brincar dentro de casa? Parece que não. Um número elevado de mães (58%) acredita que os filhos escolheriam brincar dentro de casa, mas 63% das crianças afirmaram que optariam pelas brincadeiras ao ar livre. Outra surpresa da investigação foi a grande consciencialização em relação às questões ambientais que, tanto as mães como os filhos, demonstraram ter e a preocupação que revelaram com a protecção da natureza. As crianças querem, de facto, que os pais se envolvam mais com o ambiente e que sejam mais cuidadosos para ajudar a proteger o planeta.